Certos valores e linhas de pensamento foram incutidos ao progresso e à tecnologia ao longo dos
anos, e hoje se mostram equivocados, ao ponto de pesar fortemente no avanço e na qualidade
de vida das futuras gerações. Acreditava-se que a natureza seria nossa eterna fonte de recursos
e o mercado se apoiou neste raciocínio para atender a exigência de seus compradores.
Agora, os problemas ambientais e a falta de consciência ecológica são frutos deste sistema
econômico predatório, que deve ser reformulado imediatamente para que as devidas adequações
sejam feitas em tempo hábil.
Este sistema, várias vezes burocrático e ineficiente, está tão solidificado, e seus protagonistas tão
acomodados em desempenhar seus papéis, que a mudança para uma organização mais funcional
se mostra lenta, cara e de difícil aceitação. Acrescenta-se a isso a falta de competência e de
profissionais gabaritados em organizações chave, e o que temos é uma situação crítica e
ameaçadora.
Embora já estejam sendo discutidos há algumas décadas, o ecologicamente correto e o
desenvolvimento sustentável são temas recentes quando comparados à Revolução Industrial, à
produção em massa, à cultura de consumo ou ao progresso tecnológico.
Só agora a humanidade admite sua parte no problema e seu compromisso com a solução, pois os
problemas socio-ambientais se tornaram notórios e atingem a qualquer fatia da sociedade. A
preocupação, que antes era exclusiva de ambientalistas fanáticos e aventureiros politicamente
corretos, agora se mostra comum a políticos, empresários, designers e ao público em geral,
agora mais conscientes sobre os danos e o futuro obscuro a que estamos sujeitos.


