Design de Interação a favor da sustentabilidade

Certos valores e linhas de pensamento foram incutidos ao progresso e à tecnologia ao longo dos
anos, e hoje se mostram equivocados, ao ponto de pesar fortemente no avanço e na qualidade
de vida das futuras gerações. Acreditava-se que a natureza seria nossa eterna fonte de recursos
e o mercado se apoiou neste raciocínio para atender a exigência de seus compradores.
Agora, os problemas ambientais e a falta de consciência ecológica são frutos deste sistema
econômico predatório, que deve ser reformulado imediatamente para que as devidas adequações
sejam feitas em tempo hábil.
Este sistema, várias vezes burocrático e ineficiente, está tão solidificado, e seus protagonistas tão
acomodados em desempenhar seus papéis, que a mudança para uma organização mais funcional
se mostra lenta, cara e de difícil aceitação. Acrescenta-se a isso a falta de competência e de
profissionais gabaritados em organizações chave, e o que temos é uma situação crítica e
ameaçadora.
Embora já estejam sendo discutidos há algumas décadas, o ecologicamente correto e o
desenvolvimento sustentável são temas recentes quando comparados à Revolução Industrial, à
produção em massa, à cultura de consumo ou ao progresso tecnológico.
Só agora a humanidade admite sua parte no problema e seu compromisso com a solução, pois os
problemas socio-ambientais se tornaram notórios e atingem a qualquer fatia da sociedade. A
preocupação, que antes era exclusiva de ambientalistas fanáticos e aventureiros politicamente
corretos, agora se mostra comum a políticos, empresários, designers e ao público em geral,
agora mais conscientes sobre os danos e o futuro obscuro a que estamos sujeitos.

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Feedbacks Auditivos (Earcons)

Grupo: Adriana Veloso, Antônio Mozelli, Geovane Rodrigues, Sócrates Fernandes e Waghner Dieguez.

Quando relacionados à usabilidade de produtos, os feedbacks são responsáveis por enviar uma resposta ao usuário, indicando que a ação que ele acaba de executar foi concluída. Estas respostas devem ser imediatas, e podem ser transmitidas através do tato, da audição, da visão ou mesmo da combinação destas capacidades sensoriais. Podem ser compreendidos também como um processo de retroalimentação, perceptível tanto no comportamento humano, como em circuitos elétricos e dispositivos digitais.

“Os círculos de feedback e retroalimentação acontecem, porque as redes neurais do cérebro são densamente interconectadas; cada neurônio contém links — na forma de axônios e sinapses — relacionados a milhares de outros neurônios” (Steven, p. 99, 2003)

Existe um tipo específico de feedback sonoro chamado earcon. Um earcon é um padrão sonoro breve e estruturado, usado para representar um item ou evento específico. Este termo foi utilizado pela primeira vez em 1985, por Sumikawa, em um artigo intitulado “Guidelines for the integration of audio cues into computer user interfaces”.

Assim como os ícones, os earcons devem ser de fácil entendimento e memorização. Embora não haja representação visual, é difícil não se perceber um earcon. Já um ícone pode ficar desapercebido facilmente.

Alguns earcons, como o aviso de mensagens do MSN, são padrões musicais. Outros, como o alerta de mensagens do ICQ, são baseados em efeitos sonoros. Desta forma, os earcons podem ajudar os usuários a construírem metáforas. Por exemplo, utilizando-se um padrão crescente ou decrescente de notas musicais, podemos incutir o significado de positivo ou negativo a um earcon.

Infelizmente, os feedbacks sonoros ainda são pouco utilizados na Internet — exceto quando o website é desenvolvido com a plataforma Flash — onde poderiam confirmar ações e dar avisos de erro.

Referências:

  • Human-Computer Interaction, 1989, Volume 4, pp. 11-44 — “Earcons and Icons: Their Structure and Common Design Principles” — Meera M. Blattner, Denise A. Sumikawa, and Robert M. Greenberg.
  • Seteven, Johnson. — “Emergência: a vida integrada de formigas, cérebros, cidades e softwares” — Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed. 2003.
  • Fábio Luiz Carneiro Mourilhe Silva — “Áudio e Usabilidade: aplicação nas interfaces da web, uma análise ergonômica” — PUC-RIO — out/2006

Exemplos de earcons:

Um bom exemplo

Os alertas de recebimento de mensagens são bons exemplos de aplicação de earcons, como aqueles presentes em Instant Messengers como ICQ, MSN, Gtalk e Skype, pois são de fácil memorização e reconhecimento. Uma pessoa pode ter estas quatro ferramentas instaladas em seu computador, e ainda assim reconhecerá facilmente em qual delas recebeu a mensagem.
Clique aqui para ouvir o aviso sonoro do ICQ.

Um exemplo ruim

Os avisos sonoros do Windows são exemplos de aplicação de earcons que poderiam ser melhorados. São cerca de 25 tipos diferentes de sons. Todos muitos parecidos e a maior parte é reproduzida para avisar sobre algum erro. Neste caso os earcons chamam a atenção, mas não comunicam o problema.

Retorno de Investimento — ROI

Quando desenvolvemos um projeto, precisamos estar sempre atentos aos custos envolvidos,
procurando sempre mante-los os menores possíveis, e ainda assim atingir excelência em
qualidade e aceitação do público. Uma boa maneira de facilitar este processo é investindo em
usabilidade, mas poucas empresas — sejam elas produtoras ou clientes — demonstram
reconhecer a importância desta técnica, ignorando as vantagens que ela pode trazer. Uma boa
maneira de reverter este quadro é educando profissionais e clientes em potencial com a ajuda
do ROI, ou Retorno de Investimento.
Segundo Leal (2006), “o retorno do investimento (ou ROI) é o benefício que obtemos por cada
unidade investida em tecnologia durante um certo período de tempo. Geralmente é usado para
verificar a viabilidade de um projeto e medir a sua taxa de sucesso.”
O ROI também pode ser útil para que um gestor compare diferentes oportunidades de negócio,
afim de decidir qual delas é a melhor. Além disso, pode ser usado também para produzir um
framework de gerenciamento, a partir do estudo das etapas de desenvolvimento de um projeto.

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O Tigre e o Natal

O Tigre e o Natal

Este é o cartão de Natal que eu fiz com o meu filho no quintal de casa. Era pra ser só uma foto, mas acabei escrevendo uma historinha.

icone pdf Clique aqui para ver a história completa.

Elson da Terra no Carnaval 2010 da Lapinha

O Carnaval na Lapinha foi quase um Woodstock. Eu curti demais e também toquei meus rocks por lá, mas a atração principal foi o Elson da Terra. Além de composições próprias — como a “Imigrantes da Gênese”, que você pode ver no vídeo acima — a banda tocou covers de AC/DC, Deep Purple e Jimi Hendrix. Showzaço de Rock! Virei fã.

A Torre Negra

A Torre Negra

Como todo bom americano, ele viu algo legal produzido em outro país e resolveu fazer o mesmo, só que melhor e maior. A idéia era escrever uma coleção de livros tão grande quanto “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien, e para isso ele se inspirou em um poema épico chamado “Childe Roland à Torre Negra Chegou”, de Robert Browning. Trinta e três anos e cerca de 4.000 páginas depois, está concluída a obra.

Tornei-me fã de Stephen King através destes livros, e considero “A Torre Negra” melhor que a saga de Frodo. Por quê?  Palavrões, sexo, drogas e muito rock’n’roll. Stephen King escreve com naturalidade e faz diversas referências à cultura pop, como músicas, filmes e lugares.

Comparações à parte, se você gosta de Stephen King não pode deixar de ler, pois além de misturar terror, aventura, ação, suspense e fantasia, a série faz ponte a outros diversos títulos de sua obra, interligando personagens, lugares e acontecimentos. Como o próprio autor afirma, se seus livros formassem um sistema solar, “A Torre Negra” seria o seu Júpiter. Ele diz a verdade, e nós agradecemos.

A Marvel já lançou uma série de revistas em quadrinhos, inspirada no primeiro livro, “O Pistoleiro”. E quem sabe quando será o primeiro filme? Acredite, ele virá.

Se você quer saber mais sobre a história de Roland Deschain, Eddie e Susannah Dean, Jake Chambers e Oi, clique aqui.

Música de Bolso

Música de Bolso

Uma música na cabeça e uma câmera na mão. Este é o projeto desenvolvido pela Iôiô Filmes, que traz artistas dos mais variados nichos musicais para uma performance inusitada. Nada de superprodução. No máximo um microfone aqui ou ali. Às vezes o barulho da rua sobrepõe o do artista. Lembra muito aquele movimento iniciado pelos cineastas dinamarqueses: o Dogma 95. Já passaram por lá o Pato Fu, Arnaldo Antunes, Mart’nália, Ludov, Ana Luísa, Marcelo Camelo e muitos, muitos outros. Música de Bolso.

Annie Leibovitz – Life Through a Lens

Essa senhora foi fotógrafa chefe da revista Rolling Stones e acompanhou a banda homônima em turnê pela América, quando Mick Jagger e seus companheiros estavam no auge das drogas.

Trabalha para a revista Vanity Fair desde 1983 e cobriu a guerrilha em Sarajevo na década de 90.

Fotografou praticamente todos os maiores astros de Hollywood. Entre eles: George Clooney, Brad Pitt, Julia Roberts, Meryl Streep, Jack Nicholson, Angelina Jolie e muitos outros.

Entre suas capas mais famosas estão a da revista Rolling Stones, com John Lennon nu, abraçado a Yoko Ono, apenas 5 horas antes de seu trágico fim; e a capa da Vanity Fair que traz a atriz Demi Moore grávida e nua.

Tem seis livros de fotografia já publicados.

Nada mal.

Não deixe de assistir ao documentário “Annie Leibovitz – Life Through a Lens” que conta a história de uma das maiores fotógrafas da atualidade. O filme tem apenas uma hora e meia de duração, e te deixa com vontade de ver muito mais.

Fim dos tempos é o fim da picada

Fim dos Tempos

Adorei Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Vila. Já Sinais e Dama na Água eu achei mais ou menos. Mas este é de longe o pior filme do diretor, produtor, roteirista e ator M. Night Shalalalá.

A história é a seguinte: Num belo dia as pessoas começam a andar para trás, a falar coisas desconexas e a perder seu sentido de autopreservação (parece comigo depois de umas cubas). Algo está causando isto. Você descobre nos dez minutos iniciais. Fim.
As atuações dos protagonistas Mark Wahlberg e Zooey Deschanel estão dignas de um teatro de escolinha, e que me desculpem os teatros de escolinha.
OK, entendi a mensagem e as analogias, mas não precisava ter perdido meu dinheiro e meu precioso tempo pra saber que a humanidade vai pagar caro pelos seus crimes. É preferível ver A Última Hora do Leonardo DiCaprio ou Uma Verdade Incoveniente do Al Gore. Ei, quem sabe até o Segredo do Abismo do James Cameron?

O certo é que assistir a Fim dos Tempos é andar para trás e não ter sentido de autopreservação.

Hulk esmaga, e esmaga mesmo.

O Incrível Hulk

Assisti o Incrível Hulk. Não vou comentar sobre o filme. Acho que há coisas mais importantes para serem ditas:

Papai do céu,
Obrigado por inventar a Marvel Studios.
Agora os fãs de quadrinhos e os amantes de cinema em geral não terão que suportar filmes fracos, que não fazem jus aos nomes de seus heróis preferidos.
Os produtores de Hollywood não vão meter o bedelho em assuntos que não entendem, diminuindo a violência, descomplicando o roteiro ou escalando astros sem talento para que o filme atinja um público maior, baseando-se em pesquisas de marketing.

Papai do céu, Você ainda não viu nada. Espere até eles criarem novos heróis. Sem adaptações, sem comparações, nascidos em película e com uma linguagem própria e original para o cinema. E o melhor, nenhum deles terá sua origem na radiação. Tenho que parar agora, ou não vou conter as lágrimas.

Ok, vamos falar sobre o Incrível Hulk.

O filme é lindo, perfeito, maravilhoso, o Tim Roth está ótimo como sempre, o Lou Ferrigno e o Robert Downey Jr. fazem participações especiais. Mas tive uma decepção logo nas primeiras cenas. É a mania dos americanos de achar que eles são os moderninhos e o resto do mundo está na era das cavernas. Bruce Banner, em plena Favela da Rocinha no Rio de Janeiro, liga a TV para estudar um pouco de português, e o que está passando? Vila Sésamo! Em canal aberto!! Nós assistimos Hannah Montana seus Filhos da Mãe!!!